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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu existo?

“Por mais que tenhamos a necessidade de acreditar no que tocamos, é totalmente normal sermos inseguros com relação ao que nos rodeia, meu bem.
Não sinta-se sozinha, não. Estou aqui, sempre estive, não adianta negar.
Só espero o dia em que estejas pronta para a realidade, nada mais pura do que a realidade, meu amor.
Tu és pequena, mas tua mente é ampla, és forte e o que sofrera deixa qualquer um diminuto e insignificante.” Ele uivava doce e inocentemente em seu ouvido.
“Stop! Por favor!” Ela suplicava, sentada no canto daquele casebre caindo aos pedaços, escondendo a cabeça entre as pernas.
“É, doce criatura...” Prosseguiu a sombra “A realidade... Não existe! Não é realmente fascinante!? Viver no meio do NADA absoluto e único! Ah, meu reino pelo aroma de uma rosa, o sabor de uma carne saborosa, pela humanidade, pela IGNORÂNCIA!” Declamava dramaticamente.
Ela apenas o ouvia, mas ele a via, perfeitamente. Sua roupa rasgada e suja, seus cabelos desgrenhados e entupidos de pó, sua maquiagem já não existe, é apenas um borrão, o famoso “olho de panda”.
Mas isso não tirava sua perfeição, aos olhos dele, era e sempre seria a criatura perfeita.
Lá ficaram, horas e horas. Ele dramático, ela chorosa.
Por fim, ela resolveu ceder. “Pode ser... Até verdade... Não consigo imaginar alguém sozinho por tanto tempo, sem a vida por perto, sem o toque, o cheiro...”
Ele sorriu, escancarou a boca e arrancou-lhe um belo pedaço de sua coxa. Ela gritou, inutilmente. Quando deu por si, via a si mesma, levantando e saindo da casa.
Quando seu corpo saiu, não restara mais nada, apenas o branco... Depois a escuridão... Depois nada.



Post Scriptum: A dúvida da postagem anterior permanece e chegarei á minha conclusão amanhã ou talvez na segunda-feira!

Por: Rubria.

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